1 de abr de 2010

Aquela mosquinha

Esses dois últimos dias foram tipo "grandes emoções e pensamentos imperfeitos". Eu andava tão longe daquele vírus inoculado em mim quando, ainda muito criança, me emocionei ao conhecer o então governador Adhemar de Barros que foi almoçar na nossa fazenda em Mogi Mirim. Tá certo que essa doença na minha família é atávica. Minha bisavó foi fundadora do partido Liberal e suas filhas, minhas queridas tias avós, guerreiras a vida toda, muitas vezes em campos opostos,especialmente depois do golpe de 64.
Meu avô era do PRP (partido republicano paulista), ai ai, inimigos figadais. Cresci no meio de brigas e discussões entre udenistas e integralistas e mais tarde entre ARENA versus MDB. Lembro como se tivessem acontecido ontem, de fatos e eleições tão históricos e remotos.
Acompanhei de perto todas as eleições que tivemos, antes e especialmente, aí já militando, depois do golpe militar. Fui filiada ao PMDB e em 1990 mudei para o PSDB-que era um partido pequenininho, apesar dos grandes e maiores líderes que o Brasil teve na segunda metade do século terem sido seus fundadores e conviverem conosco fraternamente. O partido era tão pequeno que, imaginem só, tínhamos em São Paulo, apenas 5 vereadores, Arnaldo Madeira, Marcos Mendonça, Paulo Kobayashi, Walter Feldman e Eder Jofre.
Os militantes eram tão poucos que nos conhecíamos pelo nome e nos encontrávamos com muita freqüência. Em 1994 o PSDB ganhou a presidência da república com Fernando Henrique e o governo de São Paulo com Mario Covas. Muitos amigos se tornaram ministros, presidentes de empresas públicas, autarquias, tribunais, enfim: viramos gente importante.
Os meninos da Juventude que eu chamo até hoje de "meus canalhas", agora são vereadores, subprefeitos, vivem saindo nos jornais, e já não são mais tão jovens,o que evidentemente, é pior para mim.
No ano passado me deu um bode tão grande de pensar em política, que nem os jornais eu lia, estava completamente apática na base do "tanto se me dá". Acho que isso começou a acabar ontem, fui ao palácio para a transmissão de cargo do governador Serra. Encontrei tantos e tantos amigos queridos, amigos de uma vida quase inteira, todos emocionados não só com o belo discurso, mas também pela perspectiva de novamente sermos agentes de mudança. Estou de novo na luta mas não vou falar disso aqui, meu blog é lugar de recreio.
Beijos

3 comentários:

Anônimo disse...

Muito bem lembrado, tempos bons aqueles primeiros. Sucesso para o blog. Paulo

Elaine Gomes disse...

Tô com vc. Quer uma companheira de luta????
bjsbjsbjs

Anônimo disse...

Sabia que vc não ia conseguir ficar quieta por muito tempo!!!!!!!! É isso aí, mãos à obra!!!
Bjs Bel