24 de mai de 2010

Transcrevendo "Amigos e quitutes"

Ontem à noite quando me sentei para escrever alguma coisa, fui surpreendida por dois comentários maldosos. Aliás, não me surpreendi muito, eu já esperava por isso. Ao habilitar meu blog tirei a cláusula que deixava os comentários sob minha aprovação. Acho que quem se expõe fica sujeito a tudo, e eu, que sou segundo a Carminha over, e, exagerada pelo Paulinho, não passaria batido por isso. Em todos os blogs que leio, feito por meninas maravilhosas, sempre leio uma maldadezinha aqui ou ali. O engraçado é que esses comentários, sempre anônimos, vão para o lado mais vulgar, mais fácil, mais infantilóide- você é feia, gorda, tem cabelo ruim e por aí vai. Até a linda Vic Ceridonio http://www.diadebeute.com/que tem um blog delicioso, já foi atacada nesse nível: você é feia e tem cabelo ruim. Ela respondeu num texto impecável e sensível que eu assinaria embaixo, não fossem as agressões feitas a mim verdadeiras. Quer dizer, mais ou menos, não estiquei minha cara com plásticas (está esticada pelas banhas) e agora já passei da idade pra fazer isso Fui dormir meio chateada por saber de onde partiu a agressão, mas não arrasada, nem ia responder. Acho que quem me lê não merece se envolver em baixarias. Mas hoje, a Dominique, queridíssima e fantástica amiga de uma vida toda, replica o comentário. Também a So, apresentada ao blog pela Bel Gomes, e que já é uma pessoa especial na minha vida, além da Gogó, minha irmã. Fiquei pensando se escreveria ou não sobre o assunto, quando recebo a newsletter da Ivana http://doidivana.wordpress.com/que transcreve na crônica de hoje um artigo publicado na Folha de São Paulo quando ela era colunista da Revista de Domingo. Não pisquei nem pedi licença, transcrevo aqui. Foi um presente que só posso atribuir a uma força maior e uma resposta  que os que me lêem merece:

"Como eu ia dizendo, a delícia da amizade é que ela é gratuita, inexplicável e aleatória. Quantas vezes, na rua, eu bato o olho em alguém e penso: só não somos amigos (ou amigas) porque ainda não marcamos hora e lugar.

Por outro lado, têm aqueles que fazem de tudo pra privar da nossa amizade e a coisa não engrena.
E aqueles que abusam da nossa boa vontade, vivem dando mancada, e mesmo assim não saem da lista dos mais queridos?
Na infância e adolescência, os amigos são tudo na nossa vida. Enfrentamos o mundo para defendê-los. Mas aí começam as paqueras, os namoros e eles vão ficando em segundo plano. Depois vem o casamento e, para evitar complicações, os amigos de um são os amigos do outro. Até que chega a hora da separação e a terrível tarefa de dividir os amigos. Esse é meu. Não, é meu.
Parece que só depois que a vida sossega, temos serenidade para degustar uma boa amizade com o requinte que ela merece.
Uma coisa bacana que eu aprendi bem tarde é ser amiga de mulher. Confesso que tinha sérias restrições a respeito. Mas de uns tempos pra cá, foi me dando uma paixão por certas mulheres incríveis e seus caprichos maravilhosos que eu vi o tempo que eu perdi achando que amizade de mulher era isso, aquilo...
Aliás, quer coisa melhor do que amizade sem sexo? Ela existe, sim senhor. Mas esse néctar não é pra qualquer um. É preciso comer muito feijão pra chegar lá. Antes dos 40, somos altamente inflamáveis, tem muita combustão no ar e isso atrapalha a amizade. É uma hipótese.
Por falar em hipóteses, uma vez eu ouvi uma tão bonita sobre essas tais sintonias inexplicáveis que não canso de repeti-la: Deus, quando fez as pessoas, as fez em fornadas. Os que são da mesma fornada se reconhecem."



9 comentários:

Anônimo disse...

Queridíssima Pituca,

Realmente a coluna da Ivana foi feita sob encomenda para vc.
Acho vc certíssima em publicar todos os comentários que recebe no seu blog, demonstra justamente o seu carater impecável.
Quem agride alguem e não mostra a cara, demonstra ser covarde, mau carater, fraco, etc...
bjs

Maria Stella

Néia disse...

Depois de ler esse texto da Ivana, que vc usou de maneira brilhante para ilustrar seu post de hoje,concluo que faço parte da mesma fornada que você e ela. Que coisa boa! bjos.

carmen disse...

Boa Pituca!!!!

dominique disse...

AMEI!!!!!vamos juntar todas da mesma fornada???acho que deus quando fez a "nossa"fornada separou todas...colocou-nos distantes umas das outras pq ia ser impossivel segurar o estouro da boiada!!!!mas, como ele é pai e não padrasto,deixou a gente ir se encontrando durante o curso da vida...e o encontro sempre acaba em ótimas gargalhadas!!!!beijao

Santana Filho disse...

Pituca, seu blog vicia. Seu texto é enxuto e cheio de graça. Verdadeiro. Tudo aqui transpira vivacidade.

Anônimos não existem. Portanto...um brinde à sua SAÚDE!

Nonô Capote Valente disse...

Alguém tem um forno de pizza pra nos encontrarmos?Ou que tal nos encontrarmos numa pizzaria?

Anônimo disse...

Minha Q U E R I D É R R I M A tia,

Só hoje entrei no seu blog e li o comentário daquele anômino, que pessoinha mais sem brilho, mais sem luz, mais sem amigos!!!

Pituca, ainda bem que você existe, cheia de alegria estampada no rosto, e que sabe surpreender muito as pessoas, poxa!!! Nunca pensei que minha TIA soubesse escrever tão leve, tão gostoso, tão simples e cheio de vida....

Continue sempre, estou amando e até mesmo recordando os meus 48 anos!! (+/- 34 deles tendo você como minha Tia querida!!!!)

bjk

Thereza Christina

Anônimo disse...

Pituca, aos 7 anos de idade, meu tio casou com uma pessoa maravilhosa. Sempre achei você uma mulher linda, decidida, forte, justa e queria ser igual a esta tia, mas você é única.

Te amo muito e apesar de estar longe sei que a escolha de tê-la como madrinha foi a melhor. Também sei que se precisar de um colo, um conselho você estará de braços abertos para me dá-los.

A cada dia que leio seu blog e vejo sua foto tenho o maior orgulho pois além de tia querida também é minha madrinha amada.

beijos, saudades

Neta

So. disse...

SUPIMPA ! COM A NATURAL ELEGÂNCIA E CULTURA _QUE LHE É PECULIAR.
BJÃO
SORAYA