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14 de nov. de 2010

Vale a pena?


Vale a pena? claro que vale.
Emagrecer
sempre é bom e aqui a gente ainda tem o bônus das novas e queridas amizades, das risadas e do sol que hoje iluminou uma região deslumbrante.
Para celebrar, aqui vai o "Mar Português":

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

13 de nov. de 2010

Que decepção!!!

Ontem eu disse uma frase de uma poesia que a tia Vera Rudge recitava. Todas as vezes que ouço ou leio a palavra "coragem", me lembro dela e, impossível ler ou falar de poesia sem lembrar do meu pai. Não se pode numa vida esquecer a emoção de escutar ele recitando o Navio Negreiro ou Cyrano de Berjerac. Toda vez que alguém fala que estou bem vestida eu respondo como meu pai: "só no moral se vê minha elegância, vestir-me não sei nem dou para casquilho". Bem que ele tentou me fazer decorar alguma coisa, mas, nunca conseguiu. O Juca e Gogó, que judiação, recitavam trechos dos Lusíadas. Ainda bem que era em casa, nunca foram exibidos em público, que eu me lembre. E de poesia em poesia, prolixa que sou, me lembrei de uma cena das mais antigas, de quando eu comecei a ser alfabetizada. Estava no quartão das crianças no chalé, nossa casa na Usina Esmeralda, embaixo da janela que até hoje ainda enxergo nitidamente,lendo um livro desses de memórias que a gente ganha quando aprende a escrever. Era do Juca, ele ganhou da Vovó, tinha uma capa imitando tartaruga. Nele meu pai escreveu:"Meu filho, quero que você cresça livre como o vento e forte como a palmeira". Foi a coisa mais bonita que eu já tinha lido nos meus 7 ou 8 anos, talvez tenha sido na minha vida inteira para ter ficado gravado tão nitidamente na minha memória afetiva.Deus!Como admirei meu pai!
Anos depois, já morando em São Paulo, lendo Menotti del Pichia, vejo esta frase numa poesia - que decepção, eu que podia jurar que era da lavra(como ele dizia) do meu pai. Claro que fui tomar satisfação e escuto ainda hoje, com um nó na garganta, a gargalhada dele. Procurei e procurei no Google e não achei a poesia para postar aqui, liguei para minha mãe perguntando e ela ficou de me falar quando se lembrar. Como tenho surucutico e minha bateria está acabando, fico devendo.
beijos
P.S. vou pra aula de hidro agora