Desde novembro que estou sem meu computador e passei a usar um super lap top, ultimo modelo Vaio, que não fala português, é todo diferente e eu não entendo nada. Como é da Isabel, não configurei, então, só uso a internet que é o que realmente me interessa num computador. Obviamente um corretor de texto me faz uma falta imensa, só não faz mais porque ele não corrige as vírgulas que eu não consigo aprender a por no lugar certo por mais que eu decore e entenda as regras, na hora vai aleatóriamente, tomara que eu não cometa nenhum absurdo- qui medo, aiai. Mas por falar em absurdo acabo de comentar com a Luisa o esnobismo idiota de alguns jornalistas. A Veja dessa semana fala em ''templates'' -socorro! o que é isso? A Luisa me explicou, mas não me convenceu, continuo achando que é uma palavra idiota que poucos iniciados conhecem. Outra que me irritou na mesma revista é "incubo". (Íncubo em latim incubus, de incubare. O íncubo drena a energia da mulher para se alimentar, e na maioria das vezes deixa-a morta ou então viva, mas em condições muito frágeis. A versão feminina desse demônio é chamada de súcubo.) Ok ok, eu devia saber, mas não sabia, valeu só porque fui procurar no dicionário e aprendi, espero que seja útil, se bem que, não pretendo nunca precisar usar essa palavra tão feia. Mas nenhuma dessas implicâncias chega ao ponto do que acabo de ver numa sorveteria aqui perto,-você tem que escolher o flavor e o toping. Grrrr me deu uma vontade de fazer uma cara de Caco Antibes e fazer o pedido no meu tosco inglês mas que tem, de vez em quando, um esnobe sotaque Oxfordiano.Só não fiz isso porque vai da vendedora me responder a altura, eu ia ficar boiando, ai ai.Por falar em inglês, ando ficando insuportável,imaginem que decobri no contador de visitas aqui do blog que tenho leitores em vários lugares do mundo, Estados Unidos, Japão, Europa e a maior parte, do leste Europeu, essa semana recebo um comentário da Finlândia, é mole? Até instalei um tradutor no meu internacional blog. Afffff Sem brincadeiras, são pessoas que chegaram ao meu blog pelo Polyvore - http://www.polyvore.com/cgi/profile?id=761272,
aquela delicia de site onde eu brinco de decoradeira numa espécie de quebra cabeça.Isso tem sido meu divertimento nesse mês que passei praticamente imóvel deitada com dor na coluna. Ponho o laptop na barriga , com o braço esticado na cama vou com o mouse buscando imagens, juntando e montando os ambientes. Depois de terminado a gente publica e as pessoas vem ver o trabalho no perfil onde linkei o blog, daí tantas visitas internacionais. Demais, não é?
beijos
P.S. Tentei e tentei postar aqui um polyvore. É a coisa mais facil do mundo, só copiar e colar, mas com esse laptop metido a besta, não consigo e não tem nenhuma filha aqui pra me ajudar.
30 de jan. de 2011
15 de jan. de 2011
Fuçando o passado
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indac

Já passou tanto tempo desde a última vez que escrevi no meu blog, mas acho que tirando as tragédias das chuvas, nada de novo aconteceu. Isto é, aconteceu sim, acabou aquele inferno do mês de dezembro com as inevitáveis comemorações natalinas e trânsito exasperador. Janeiro começa com um maravilhoso e inesperado convite para um jantar de Reveillon na casa da Monica e Ito, o que me deu a esperança de um ano melhor. No dia seguinte, posse do governador Geraldo Alckmin, uma festa emocionante para nós que tivemos a sorte de trabalhar na sua campanha. E fora isso, muita dor na minha pobre coluna com uma hérnia de disco que dia sim outro também teima em inflamar. Exausta de ficar imóvel numa cama me entupindo de Arcoxia, decidi finalmente entrar na faca. Essa semana vai ser a do check up preparatório.Enquanto ainda fico na cama com o meu inseparável lap top, andei fuçando o inesquecível Orkut e achei este post que escrevi numa comunidade do Indac, velha e querida escola que deixou tanta saudade.Neste mesmo Orkut, por meio deste post, fui achada pelo Cristhiano Aretz que tem postado fotos maravilhosas sobre aqueles anos. Ele me convidou para um almoço com os ex professores agora neste mes de janeiro. Depois eu conto, agora vou colar aqui o que escrevi em 2005:
ESTUDEI EM 1968 3/8/2005 16:19
1969 anos terríveis, mas para quem tinha 16/17 anos, anos incríveis.... o Indac era na al. Joaquim Eugenio de LIma e nos éramos a nata da vagabundagem. O curso se chamava madureza, eram 4 anos do ginásio em 6 meses, fazíamos o exame em Taubaté ou Mozambinho. O bar se chamava Carola, era da Carolina Whitaker aquela " q vem toda molhada e despenteada" cantada pelo Toquinho q fazia cursinho. O Flavio ficava na secretaria, e dele me lembro com saudade e reverência. Com o Cristiano Aretz viajamos pelo mundo nas aulas de geografia, a Wilma de biologia depois casou com o Amauri Sanches q me ensinou a amar Fernando Pessoa. Com o Zéca, quase aprendi matemática. O Rui q muitos de vcs conheceram, era um estudante q dava aulas de história, descia do ônibus na 9 de julho e passava na frente da minha casa na al. lorena, muitas vezes íamos juntos.História também era dada pelo bonitão do Luciano Ramos.... nunca mais na vida vou esquecer das invasões bárbaras, tínhamos também o Robert Srur. Samir Meserani Curi, foi o o fundador, ele dava aulas de criatividade para nos ensinar a escrever. Eu na época sabia que estava vivendo uma experiência única, pude aproveitar cada minuto que passei lá. Não pensem que eu era uma cdf bobona, eu era até bem malandra mas sabia do privilégio que a vida me deu depois de repetir várias vezes numa escola tradicional. Sinto pena dos meus filhos terem sido tão estudiosos que não foram para lá.
16 de dez. de 2010
Chores por ti e por nós, Argentina!
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Buenos Aires,
Luisa
A semana passada nesta hora eu estava com a minha querida Luisa em Buenos Aires. Ela a trabalho e eu passeando com as milhas que ganhei de presente da Isabel. São duas filhas maravilhosas que me enchem de orgulho, além de me pajear elas ainda me presenteiam.
Nós saímos de casa às 4hs da madrugada e chegamos no hotel perto das onze . Como o quarto ainda não estava pronto, saimos para bater perna, Luisa com a máquina fotográfica e bloquinho em punho, não parava um minuto, na explêndia (hehe)reportagem publicada hoje no caderno de Turismo da Folha de São Paulo, ela conta mais ou menos o nosso roteiro. Acho que ninguem vai conseguir acreditar no quanto nós andamos, fuçamos e reviramos a cidade em apenas quatro dias. Acho que qualquer pessoa normal precisaria de uma semana, não foi o nosso caso, o que muitos dirão que é obvio: sou uma louca de pedra. O que não sabem é que criei uma louquinha, obsessiva por trabalho, de uma correção extrema, -almoçava, jantava e se divertia trabalhando. Aliás, se divertiu muito- um dia íamos à pé da casa da Barbie numa rua em Palermo até o Museu Malba que imaginávamos mais perto, quando atravessando a avenida Libertadores que é imensa, o sinal abre para os carros, apavarada estanquei no meio da rua, de olho fechado e mãos espalmadas como um guarda de trânsito. Só não fui massacrada porque acho que os carros se assustaram com aquela louca, enorme num vestido cor de sangue, estática no meio da rua, mal conseguindo ouvir os gritos e gargalhadas da Luisa, já na calçada. Rindo muito chegamos ao museu que é lindo, assim como a cidade é linda. Pena ela refletir a crise econômica que parece não ter fim, na falta de tinta nos prédios históricos e nas inúmeras placas de "aluga-se'' pela cidade toda. Aliás, como os prédios são lindos, tão lindos que em todos eles há uma placa com o nome do arquiteto e da firma construtora. Talvez se aqui se adotasse isso, nossa cidade não seria vergonhosamente arruinada com os medonhos neoclássicos que tanto agradaram aos ricos na última década. Os arquitetos imporiam um padrão de bom gosto aprendido nas escolas, não iriam se render ao mau gosto do mercado que faz um prédio na avenida Juscelino Kubitcheck com vidros, espelhos e colunas dóricas numa mistura que justifica o apelido que os portenhos nos davam: macaquitos. Tomara que esse orgulho, essa arrogância que tanto nos irritaram possa ser devolvida a eles. Uma cidade tão civilizada, onde as pessoas não se amontoam nas lojas para consumir qualquer coisa, onde se come e bebe como reis e onde quase não existe congestionamentos merece voltar a viver todo o seu explendor.
Beijos
P.S. Vejam aqui um pedaço do que a Lu escreveu:
http://www1.folha.uol.com.br/turismo/
P.S.2 cometi um erro indecente lá em cima. Já apaguei!
Nós saímos de casa às 4hs da madrugada e chegamos no hotel perto das onze . Como o quarto ainda não estava pronto, saimos para bater perna, Luisa com a máquina fotográfica e bloquinho em punho, não parava um minuto, na explêndia (hehe)reportagem publicada hoje no caderno de Turismo da Folha de São Paulo, ela conta mais ou menos o nosso roteiro. Acho que ninguem vai conseguir acreditar no quanto nós andamos, fuçamos e reviramos a cidade em apenas quatro dias. Acho que qualquer pessoa normal precisaria de uma semana, não foi o nosso caso, o que muitos dirão que é obvio: sou uma louca de pedra. O que não sabem é que criei uma louquinha, obsessiva por trabalho, de uma correção extrema, -almoçava, jantava e se divertia trabalhando. Aliás, se divertiu muito- um dia íamos à pé da casa da Barbie numa rua em Palermo até o Museu Malba que imaginávamos mais perto, quando atravessando a avenida Libertadores que é imensa, o sinal abre para os carros, apavarada estanquei no meio da rua, de olho fechado e mãos espalmadas como um guarda de trânsito. Só não fui massacrada porque acho que os carros se assustaram com aquela louca, enorme num vestido cor de sangue, estática no meio da rua, mal conseguindo ouvir os gritos e gargalhadas da Luisa, já na calçada. Rindo muito chegamos ao museu que é lindo, assim como a cidade é linda. Pena ela refletir a crise econômica que parece não ter fim, na falta de tinta nos prédios históricos e nas inúmeras placas de "aluga-se'' pela cidade toda. Aliás, como os prédios são lindos, tão lindos que em todos eles há uma placa com o nome do arquiteto e da firma construtora. Talvez se aqui se adotasse isso, nossa cidade não seria vergonhosamente arruinada com os medonhos neoclássicos que tanto agradaram aos ricos na última década. Os arquitetos imporiam um padrão de bom gosto aprendido nas escolas, não iriam se render ao mau gosto do mercado que faz um prédio na avenida Juscelino Kubitcheck com vidros, espelhos e colunas dóricas numa mistura que justifica o apelido que os portenhos nos davam: macaquitos. Tomara que esse orgulho, essa arrogância que tanto nos irritaram possa ser devolvida a eles. Uma cidade tão civilizada, onde as pessoas não se amontoam nas lojas para consumir qualquer coisa, onde se come e bebe como reis e onde quase não existe congestionamentos merece voltar a viver todo o seu explendor.
Beijos
P.S. Vejam aqui um pedaço do que a Lu escreveu:
http://www1.folha.uol.com.br/turismo/
P.S.2 cometi um erro indecente lá em cima. Já apaguei!
7 de dez. de 2010
Qualquer dia a gente se vê
Quando a gente chega numa certa idade vai ficando calejada com as separacões inevitáveis que a vida nos reserva. A morte é um mal necessário e, ainda bem que existe, sinal de que a gente nasceu. Eu já perdi tanta gente querida, desde a inesquecível geracão dos meus avós - não consigo lembrar de qualquer um deles, tios e tias, sem ficar com um nó na garganta. E os da minha geracão que se foram cedíssimo? Minhas irmãs Ziza e Sonia, meus irmãos Cacá e o de sangue, Juca? Dói muito não poder compartilhar minhas alegrias, vitórias e frustracoes nesses anos todos sem eles. O consolo é pensar na riqueza que foram as suas curtas vidas, com todos os percalços e dificuldades, mas deixaram uma herança de generosidade e caráter irrepreensível nos seus filhos que também são um pouco meus.
E sem eles a gente vai vivendo, muito bem até, mas não há um dia sequer que acabe sem uma lembranca deles. A do meu pai é tão viva que sinto ele mais próximo hoje do que quando era vivo. Da vovó e da Gigina, sempre há uma graça, um jeito de falar que faz com que os anos de doença sejam esquecidos, só fica o lado leve, divertido e generoso.
Eu acho e tenho certeza de que essas pessoas não morreram, não falo nisso penando em vida eterna - morro de preguiça de pensar que existe, imaginem eu pela eternidade? eca!!! Ou reencarnacão ou qualquer outro sentimento ligado a religião. Eu acho que enquanto existirem pessoas que falem e se lembrem de seus mortos, eles continuam vivos, não sei se do nosso lado ou dentro da gente.
Não consigo mais pensar ou achar nada, a Baby Gregori acaba de morrer, mas quem a conheceu pode imaginar que ela não estará entre a gente até o último dia de nossas vidas? E depois da gente, de nossos filhos e netos que continuarão repetindo as suas deliciosas histórias, a sua alegria mais do que escandalosa, a sua força, a sua determinacão e a garra com que levou a vida e criou duas filhas maravilhosas, além das sobrinhas e uma multidão de amigos. A Baibola nunca vai morrer. Até qualquer hora, bicho loco, a gente se vê por ai.
E sem eles a gente vai vivendo, muito bem até, mas não há um dia sequer que acabe sem uma lembranca deles. A do meu pai é tão viva que sinto ele mais próximo hoje do que quando era vivo. Da vovó e da Gigina, sempre há uma graça, um jeito de falar que faz com que os anos de doença sejam esquecidos, só fica o lado leve, divertido e generoso.
Eu acho e tenho certeza de que essas pessoas não morreram, não falo nisso penando em vida eterna - morro de preguiça de pensar que existe, imaginem eu pela eternidade? eca!!! Ou reencarnacão ou qualquer outro sentimento ligado a religião. Eu acho que enquanto existirem pessoas que falem e se lembrem de seus mortos, eles continuam vivos, não sei se do nosso lado ou dentro da gente.
Não consigo mais pensar ou achar nada, a Baby Gregori acaba de morrer, mas quem a conheceu pode imaginar que ela não estará entre a gente até o último dia de nossas vidas? E depois da gente, de nossos filhos e netos que continuarão repetindo as suas deliciosas histórias, a sua alegria mais do que escandalosa, a sua força, a sua determinacão e a garra com que levou a vida e criou duas filhas maravilhosas, além das sobrinhas e uma multidão de amigos. A Baibola nunca vai morrer. Até qualquer hora, bicho loco, a gente se vê por ai.
2 de dez. de 2010
Eu sabia! Eu sabia!!!
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avenida paulista,
natal
A semana passada estava nesse lindo lugar descansando e sendo cuidada. Sabia que ao voltar alguns pepinos me esperavam, um deles o Natal, que longe de ser uma data gostosa, hoje é uma amolacão. Até o nosso e-mail é abarrotado de anúncios,o trânsito infernal. O que eu não imaginava era o tamanho da encrenca - moro pertinho da Avenida Paulista, na esquina daquele banco que atrai multidões para ver o concerto de músicas natalinas e seus enfeites que são práticamente os mesmos dos outros anos. Esse ano, para piorar a minha qualidade de vida, a praca Mario Covas na outra calcada está toda enfeitada e com caixas de alto falante imensas - socorro! Logo em frente, na avenida, um palco monstro com um Papaio Noel gigantesco cobre as duas pistas. Já imagino o inferno que vai ficar minha rua com o Natal Iluminado. Acho que é reflexo da minha provecta idade esse má vontade com a data que deveria ser comemorada com a simplicidade que foi o nascimento de Jesus.
beijos
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