O meu aniversário este ano foi mais uma vez delicioso graças às minhas Marocas e às redes sociais. Consegui, com minha coluna em pandarecos, responder a cada e-mail e cada recado no FB, Orkut e Twitter. Foi tão bom poder escrever a cada um agradecendo que quando o dia acabou eu estava insuportavelmente dolorida, mas foi uma dor que valeu a pena. No dia seguinte cedo, pedi arrego, fui ao médico que já estava examinando meu histórico de milhões de radiografias, tomografias, ressonâncias magnéticas, affff e, por último o não menos dolorido, mielo alguma coisa, que são uns choquinhos dados nos nervos e que comprovaram o que eu sentia e ninguém acreditava -não conseguia mais ficar em pé de tanta dor. Muito bem, fui à consulta e de lá não mais saí até o dia em que fui operada. Precisei esperar muitos dias internada porque a prótese que eu precisava era tão cara que o seguro ensebou para pagar. Tão cara que o meu filho André disse que quando eu morrer ele manda tirar pra vender hahaha. Não foi tão ruim ficar tantos dias num hospital, fui muito bem tratada e com tantos remédios que tomava na veia, a dor quase sumiu, passei 13 longos dias assim. Eu estava tão tranqüila e feliz por ser operada que nem ansiosa fiquei, imaginem só! Quando acordei da anestesia, já na UTI, eu estava lépida e sem dor, meu marido e minhas filhas se revezaram para ficar comigo, era um sábado. Numa certa hora, recebo um delicioso bilhete da Carminha e Cely que me levaram o melhor presente pra quem está de cama, uma pilha de revistas, especialmente aquelas de fofocas na TV que a gente nunca compra, mas adora ler no cabeleireiro. Nessa noite, ainda na UTI, me levanto sozinha para ir ao banheiro e andar um pouco. No dia seguinte cedo, antes até de o Luis Augusto chegar, eu já estava no quarto, de banho tomado, cabeça lavada e seca. Daí por diante, foi só alegria, Cristina, Maria Stella e Monica foram me ver, a Paulinha, minha nora, também, André, para meu orgulho, estava na China, mandado pelo banco onde trabalha, e eu já não sentia dor nenhuma. Vim para casa sem dor, mas ainda fazendo repouso. No dia em que tirei os pontos, fui pintar o cabelo e fazer minhas unhas. No dia seguinte, que foi ontem, fui aos Vigilantes do Peso. O prejuízo foi grande, falo pra todo mundo que tomei cortisona, mas, cá entre nós, é mentira: foi bolo de rolo mesmo. Imaginem que me sinto tão bem que dispensei a carona, andei três quarteirões e, como não doeu, fiz o caminho de volta a pé mesmo. À noite, senti dor, acho que exagerei e, por precaução, vou ficar deitada o dia todo. Mas amanhã já pretendo dar umas voltinhas no quarteirão, não tenho mais tempo a perder. Meu ano acabou de começar.
P.S. Nunca vou cansar de agradecer ao médico que me operou. A correção, o estudo minucioso do meu caso, as mãos abençoadas e o afeto que dele recebi, nunca vou conseguir descrever. Obrigada mesmo Dr. Roberto Correa de Mendonça!!!
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