19 de set. de 2013

A história de uma bolsa

Eu nunca mais escrevi, acho que os meus escritos atrapalham muito as minha redes sociais hahaha. Brincadeira, parei de escrever primeiro porque fiquei sem graça, nao por falta de assunto,neste ultimo ano,muita coisa me aconteceu, de tragédia  à alegria indescritível de ser avó. Viajei para Paris convidada pela Isabel, emagreci quase 20 quilos, engordei outros dez ou mais, continuo morando na mesma casa, indo ao mesmo clube e ainda filiada no mesmo partido político, se bem que, cada dia mais borocochô, tenho preguiça até de ler jornais, mas no arroz com feijão do dia a dia, arrumando meu armário, me lembrei dessa bobagem que escrevi no facebook  em  janeiro passado que rendeu boas risadas, muitos likes e algumas vendas para a Julia, minha sobrinha. Para não ficar perdido por aí resolvi procurar  e publicar aqui.-
"a historia de uma bolsa"
Sempre sonhei com uma bolsa Chanel, sonhei, sonhei, qdo pude comprar,outros interesses surgiram,depois disso passou a vontade. E também, para ir ao clube ou ao PSDB, não "carece".Ano passado, em NY, topei com um camelô vendendo autenticas XANEUS, falei brincando para a corretíssimamente correta, Luisa,minha filha, que iria comprar,- levei bronca, claro, e, de birra, pechinchei e comprei, sozinha, eu que só falo" the apple is on the table".Tem gente que é pobre mas limpinha, eu, sou pobre, mas sou besta, nunquinha que ia usar uma bolsa falsa, de falsa, chega eu. Ela iria servir pra decorar meu quarto, e , assim foi, durante um ano ela pendurada no mancebo, enfeitava meu quarto, como eu nao enxergo mesmo, não via a falsidade dela. Outro dia, precisei de uma bolsa média, de alça comprida, do tamanho dela, mas, aqueles CES entrelaçados, doendo de tão dourados, me impediu. Lembrei da minha queridinha, Julia , artista das grandes, com suas personalíssimas bolsas, uma diferente da outra, poderia muito bem dar um "trato" nela e a tornar usável. Nao é que ficou essa chicura ? Vejam só e nao é linda? Tou pensando em abrir um negocinho com ela, compro bolsa fake no camelô, -agora posso, Andrea Matarazzo nao é mais subprefeito, eu não  trabalho mais com ele,então, posso me associar  ilegalidade e à  minha sobrinha e depois revender,  não é uma boa ideia? Mademoiselle Gabrielle Chanel nao iria ficar orgulhosa de mim? De mim ou dawww.xaa.com ? Entrem no site, veja que show as bolsas da minha Julita.

18 de jun. de 2012

Forever young

Tanta coisa tem me acontecido que quase desisti de escrever, coisa que mesmo mal feita, é uma catarse, me faz um bem danado, ainda mais quando eu tenho a cara de pau de publicar.  Ultimamente ando num rodamoinho tão grande de emoções, algumas maravilhosas como uma viagem de 10 dias que fiz com a Luisa,minha filha, para Nova Iorque, outra ainda não estou madura para escrever, mas,já que toquei no assunto, vou contar rapidinho – Vou ser avó do Joaquim!!!!! Ele chega em novembro e eu tou tão emocionada que ainda não consigo escrever sobre isso.  Nesse meio tempo de perdas tão doídas com a da tia Vera e alegria incomensurável ( essa foi boa, heim?)  da renovação da vida, com o sexto Joaquim na minha vida, só posso agradecer a Deus a alegria dos filhos e nora que tenho.  Eles são maravilhosos!!!Ha!! meus sobrinhos também são demais!, Todos eles, e  agora, vão ser mais uma vez,elevados a categoria de tios. Que eles saibam que a força do amor plantada pelos Joaquins antepassados  pode e deve superar tudo, sempre! Voltando às bobagens que regem meu blog, conto uma novidade na minha vida virtual que é uma delicia, - sem transito, sem mau humor, sem brigas e agora com uma novidade super divertida- um grupo dentro do Facebook chamado Pim Pam Pum. Um fenômeno. Quando fui convidada para participar dele, acho quer éramos umas 600 pessoas, hoje se aproxima dos 5 mil e aposto que tão cedo esse numero não parará de crescer.  Os mais moços desse grupo têm no mínimo 50 anos, acho que a grande maioria, pelo menos dos que interagem mais, tem  por volta dos 60 e, todos eles cheios das melhores recordações da nossa mocidade, anúncios de TV, roupas, festivais, restaurantes, colégios, rua Augusta, clubes, uma farra. Uma farra tão gostosa e tão emocionante que me deu ânimo para voltar a escrever. Pra falar a verdade, o que me animou foi um belíssimo texto que fala da alegria de ser velho. Pedi licença ao  autor pra publicar aqui. Assim que eu tiver uma  resposta, mostro pra vocês.

15 de mar. de 2012

Nunca morrer num dia assim, de um sol assim!!

Mas foi assim, com um sol escandaloso e inclemente que a minha querida, minha “idala”, meu espelho, Vera Rodrigues Telles Rudge morreu.  Junto com ela, a  tia divertida, culta e brilhante, que amou e viveu a vida com toda a intensidade, morre um pouco, ou muito, de mim. Pra ela, que, junto com meu  pai, recitavam tantas poesias, vai essa, que ela tantas e tantas vezes declamou:
In extremis

Nunca morrer assim! Nunca morrer num dia
Assim! de um sol assim!
Tu, desgrenhada e fria,
Fria! postos nos teus os meus dedos gelados...

E um dia assim! de um sol assim! E assim a esfera
Toda azul, no esplendor do fim da primavera!
Asas, tontas de luz, cortando o firmamento!
Ninhos cantando! Em flor a terra toda! O vento
Despencando os rosais, sacudindo o arvoredo...

E aqui dentro, o silêncio...E este espanto! e este medo!
Nós dois...e, entre nós dois, implacável e forte,
A arredar-me de ti, cada vez mais, a morte...
Eu, com o frio a crescer no coração, - tão cheio
De ti, até no horror do derradeiro anseio!
Tu, vendo retorcer-se amarguradamente,
A boca que beijava a tua boca ardente,
A boca que foi tua!

E eu morrendo! e eu morrendo
Vendo-te, e vendo o sol, e vendo o céu, e vendo
Tão belo palpitar nos teus olhos, querida,
A delícia da vida! a delícia da vida!


Olavo Bilac




23 de fev. de 2012

Uai??? Não! é Uau!!!


Preciso dar um tempo nas minhas lembranças da Campanha FHC de 1994 para falar do meu carnaval. Eu sou prolixa, já deu pra notar, pulo de um assunto a outro sem nem respirar, mas como já falei aqui,quando voltei de Brasília, sou perdida e desvairadamente apaixonada pela obra do Niemeyer e queria muito conhecer o Complexo da Pampulha.  Nesse ano que passou, no embalo das Minas Gerais,ouvi e li muita coisa sobre Inhotim
 www.inhotim.org.br e, de tanta vontade e de tanto falar,ganhei de Natal da minha querida Isabel uma viagem para lá. Fomos nós três para a casa do nosso – na verdade do Luis Augusto, sobrinho Eduardo e Laila. Que delícia inenarrável, uma casa divina num lugar encantado e uma família esplêndida. Junto com a Bia e Leo, sobrinhos netos de quem já estou morta de saudade,eles foram os melhores companheiros e anfitriões que já pude ter.  A cidade de Belo Horizonte nunca me seduziu, apesar das ótimas lembranças que o tio Helio Surerus me proporcionou - ainda vejo um pôster enorme de uma mineradora, acho que a Manesman, onde ele trabalhou. Mas eu estava redondamente enganada, longe de ser sem graça, a cidade é linda de capotar, as ruas enormes e super arborizadas tem uma arquitetura bacanérrima, aquela praga neoclássica que infestou São Paulo, não passou por lá. Esses mineiros trabalham em silencio mesmo, tem uma cidade deslumbrante e não contam pra ninguém. Difícil vai ser esconderem Inhotim por muito tempo. Sem sombra de dúvida  é o lugar mais lindo que já vi. Começando pelo piso, nunca vi pedras tão lindamente cortadas e assentadas, são de um tamanho gigantesco. O jardim, nem Monet poderia sonhar igual. Não entendo como um país como o nosso, tão rico e tão belo, pode prescindir da exuberância tropical que Burle Marx tão bem traduziu para fazer cópias mal feitas de jardins europeus. Fico aqui pensando na sorte que foi o encontro desse grande arquiteto e paisagista com o industrial, minerador e acima de tudo sonhador, Bernardo da Paz para  realizar  esta obra que é o maior museu a céu aberto do mundo.As obras de arte, e as instalações, confesso, não me emocionaram. Não quero ser impermeável, mas eu que amo arte moderna, ainda não assimilei a contemporânea, tenham paciência comigo, afinal, dizem que eu sou velha. Mas, a arquitetura! ai a arquitetura!  Como é bela, como é grandiosa e como é simples ao mesmo tempo. Que privilégio ter a companhia da minha filha arquiteta para me mostrar detalhes que sozinha eu não saberia ver. Preciso voltar lá urgentemente, preciso saber se foi verdade toda aquela beleza ou se foi um sonho do qual não acordei ainda.























11 de fev. de 2012

Levante as Mãos


Enquanto na Rua dos Ingleses, escritório político do então Ministro Fernando Henrique,um grupo de intelectuais e amigos se reunia sob o comando de Ruth Cardoso e Miguel Reali Jr, Gilda Portugal  Gouvea, já na ativa, procurava uma casa para o comitê. Procura que procura, acabou batendo o martelo numa casa muito boa numa rua desconhecida chamada Carpina. Tinha a desvantagem de ser num lugar elitista - começava  numa pracinha na Av. Lineu de Paula Machado, rua do Jockey Club de São Paulo e longe de grandes corredores e do metrô. A vantagem:- era enorme, bem conservada e, melhor de tudo, de graça. No dia que tomamos posse, lá estava eu, “convocada” pela Maria Helena Gregori para arregaçar as mangas. Foi nesse dia  que conheci meus fiéis escudeiros, Manuel Novais e Wolmir Mattos. Nós três nos especializamos em campanha: Mané com um rolinho de tinta dando um tapa na sala que seria do Miguel, e Wolmir, ''faz tudo"rabugento e mal-humorado, fazia de tudo mesmo, até subir no telhado comigo para pregar uma faixa. Em seguida, começaram a chegar na casa os antigos e fiéis amigos da Gilda, o Go, Guilheme Magalhães,a saudosa Leide Câmera, Mimi Soffer, Carlos Novaes, pai do Mané,os  antigos e fiéis da equipe do candidato, Barrica e a  Quim, Maria Quinteiro e Eduardo Graziano, irmão do Xico. Basicamente fomos os primeiros a chegar, devo estar esquecendo muita gente, em três dias já éramos um batalhão. A casa, apesar de bem conservada, estava fechada há muito tempo e era um verdadeiro ninho de pernilongos. Nesse primeiro dia, a infernal nuvem desses irritantes insetos era tão grande que mal conseguimos nos reunir em volta de uma mesa de jantar deixada pelo dono da casa que nos serviu para reuniões e mais tarde como mesa de trabalho para envelopar correspondência, receber pessoas e inscrições. Dedetização feita, a limpeza contratada, a fiação para telefones  ampliada e revisada, e, uma novidade -computadores-, era hora de mobiliar a casa. Mesas,estantes, escrivaninhas e cadeiras providenciadas, fomos enfeitar a casa, Maria Helena Gregori trouxe sofás, quadros, gravuras e a linda  mesa de sala de jantar  da recém desmanchada  casa da mãe dela, minha querida tia Suzana Fonseca. A biblioteca com sua bonita boiserie, ficou chiquérrima, seria a sala do candidato, mas acabou sendo ocupada pela gente mesmo, especialmente Gilda e Maria Helena com suas famosas listas. No dia da inauguração da casa que nós brincávamos chamando de ‘’Casa de Programa’’, levei até tapete persa da minha casa para receber Fernando Henrique. Me lembro de ficar fazendo sala para o ex-prefeito Figueiredo Ferraz que morreria na mesma semana. A  inauguração, apesar de florida e enfeitada, não foi um dia de festa, foi de trabalho mesmo. Naquele dia conheci o meu querido Neco Sobral e o Andrea Calabi, com quem trabalhei na campanha da reeleição em 1998. As pessoas chegavam, preenchiam uma ficha com seus dados escolhendo de qual grupo de trabalho queriam fazer parte. Houve uma breve fala, e, mãos à obra, os grupos começaram a funcionar naquela mesma noite. Eram vários, não sei se vou me lembrar de todos, o Desenvolvimento era coordenado pelo Calabi e se subdividia em vários grupos menores, Energia, do Pedro Jens e Silvio Aleixo, Transportes com o Thomaz Aquino,  Agricultura com Guilherme Souza Dias, Comércio Exterior, Ciência e Tecnologia entre outros.O grupo da Educação era coordenado pela Eunice Durhan e nele foram incansáveis a Maria Helena Castro e a Yara Prado. Lourdes Sola comandava Parceria Estado Comunidade com diversas subdivisões como Negros, Mulheres, Cultura,  Pobreza e Fome, Crianças e Adolescentes, 3ª Idade e outras mais. A Reforma de Estado  com  Previdência  Social, Privatização, Reforma Fiscal era comandada pela Maria Hermínia Tavares de Almeida.  Saúde, não me lembro quem coordenava, eram tantos medalhões que fica difícil nominar, pra não cometer injustiça, não falo de ninguém. Aliás, foram tantos medalhões, tantos artistas e tantos intelectuais, os maiores que pude sonhar conhecer, que  de tão comovida preciso me beliscar pra ter certeza de que era eu mesma. As lembranças estão voltando tão fortes que acho que vocês já cansaram.  Pra descansar deixo o link do primeiro programa de TV e a música “Levanta a Mão”. Amanhã eu conto mais.

http://www.youtube.com/watch?v=R4k-u8GbmUk&feature=player_detailpage