Eu nunca mais escrevi, acho que os meus escritos atrapalham muito as minha redes sociais hahaha. Brincadeira, parei de escrever primeiro porque fiquei sem graça, nao por falta de assunto,neste ultimo ano,muita coisa me aconteceu, de tragédia à alegria indescritível de ser avó. Viajei para Paris convidada pela Isabel, emagreci quase 20 quilos, engordei outros dez ou mais, continuo morando na mesma casa, indo ao mesmo clube e ainda filiada no mesmo partido político, se bem que, cada dia mais borocochô, tenho preguiça até de ler jornais, mas no arroz com feijão do dia a dia, arrumando meu armário, me lembrei dessa bobagem que escrevi no facebook em janeiro passado que rendeu boas risadas, muitos likes e algumas vendas para a Julia, minha sobrinha. Para não ficar perdido por aí resolvi procurar e publicar aqui.-
"a historia de uma bolsa"
Sempre sonhei com uma bolsa Chanel, sonhei, sonhei, qdo pude comprar,outros interesses surgiram,depois disso passou a vontade. E também, para ir ao clube ou ao PSDB, não "carece".Ano passado, em NY, topei com um camelô vendendo autenticas XANEUS, falei brincando para a corretíssimamente correta, Luisa,minha filha, que iria comprar,- levei bronca, claro, e, de birra, pechinchei e comprei, sozinha, eu que só falo" the apple is on the table".Tem gente que é pobre mas limpinha, eu, sou pobre, mas sou besta, nunquinha que ia usar uma bolsa falsa, de falsa, chega eu. Ela iria servir pra decorar meu quarto, e , assim foi, durante um ano ela pendurada no mancebo, enfeitava meu quarto, como eu nao enxergo mesmo, não via a falsidade dela. Outro dia, precisei de uma bolsa média, de alça comprida, do tamanho dela, mas, aqueles CES entrelaçados, doendo de tão dourados, me impediu. Lembrei da minha queridinha, Julia , artista das grandes, com suas personalíssimas bolsas, uma diferente da outra, poderia muito bem dar um "trato" nela e a tornar usável. Nao é que ficou essa chicura ? Vejam só e nao é linda? Tou pensando em abrir um negocinho com ela, compro bolsa fake no camelô, -agora posso, Andrea Matarazzo nao é mais subprefeito, eu não trabalho mais com ele,então, posso me associar ilegalidade e à minha sobrinha e depois revender, não é uma boa ideia? Mademoiselle Gabrielle Chanel nao iria ficar orgulhosa de mim? De mim ou dawww.xaa.com ? Entrem no site, veja que show as bolsas da minha Julita.
19 de set. de 2013
18 de jun. de 2012
Forever young
Tanta coisa tem me acontecido que quase
desisti de escrever, coisa que mesmo mal feita, é uma catarse, me faz um bem danado,
ainda mais quando eu tenho a cara de pau de publicar. Ultimamente ando num rodamoinho tão grande de
emoções, algumas maravilhosas como uma viagem de 10 dias que fiz com a
Luisa,minha filha, para Nova Iorque, outra ainda não estou madura para escrever,
mas,já que toquei no assunto, vou contar rapidinho – Vou ser avó do Joaquim!!!!!
Ele chega em novembro e eu tou tão emocionada que ainda não consigo escrever
sobre isso. Nesse meio tempo de perdas tão
doídas com a da tia Vera e alegria incomensurável ( essa foi boa, heim?) da renovação da vida, com o sexto Joaquim na
minha vida, só posso agradecer a Deus a alegria dos filhos e nora que tenho. Eles são maravilhosos!!!Ha!! meus sobrinhos
também são demais!, Todos eles, e agora,
vão ser mais uma vez,elevados a categoria de tios. Que eles saibam que a força
do amor plantada pelos Joaquins antepassados
pode e deve superar tudo, sempre! Voltando às bobagens que regem meu
blog, conto uma novidade na minha vida virtual que é uma delicia, - sem
transito, sem mau humor, sem brigas e agora com uma novidade super divertida-
um grupo dentro do Facebook chamado Pim Pam Pum. Um fenômeno. Quando fui
convidada para participar dele, acho quer éramos umas 600 pessoas, hoje se
aproxima dos 5 mil e aposto que tão cedo esse numero não parará de
crescer. Os mais moços desse grupo têm
no mínimo 50 anos, acho que a grande maioria, pelo menos dos que interagem mais,
tem por volta dos 60 e, todos eles
cheios das melhores recordações da nossa mocidade, anúncios de TV, roupas, festivais,
restaurantes, colégios, rua Augusta, clubes, uma farra. Uma farra tão gostosa e
tão emocionante que me deu ânimo para voltar a escrever. Pra falar a verdade, o
que me animou foi um belíssimo texto que fala da alegria de ser velho. Pedi licença
ao autor pra publicar aqui. Assim que eu
tiver uma resposta, mostro pra vocês.
15 de mar. de 2012
Nunca morrer num dia assim, de um sol assim!!
Mas foi assim, com um sol escandaloso e inclemente
que a minha querida, minha “idala”, meu espelho, Vera Rodrigues
Telles Rudge morreu. Junto com ela, a tia divertida, culta e brilhante, que amou e viveu a vida com toda a intensidade, morre
um pouco, ou muito, de mim. Pra ela, que, junto com meu pai, recitavam tantas poesias,
vai essa, que ela tantas e tantas vezes declamou:
In extremis
Nunca morrer assim! Nunca morrer num dia
Assim! de um sol assim!
Tu, desgrenhada e fria,
Fria! postos nos teus os meus dedos gelados...
E um dia assim! de um sol assim! E assim a esfera
Toda azul, no esplendor do fim da primavera!
Asas, tontas de luz, cortando o firmamento!
Ninhos cantando! Em flor a terra toda! O vento
Despencando os rosais, sacudindo o arvoredo...
E aqui dentro, o silêncio...E este espanto! e este medo!
Nós dois...e, entre nós dois, implacável e forte,
A arredar-me de ti, cada vez mais, a morte...
Eu, com o frio a crescer no coração, - tão cheio
De ti, até no horror do derradeiro anseio!
Tu, vendo retorcer-se amarguradamente,
A boca que beijava a tua boca ardente,
A boca que foi tua!
E eu morrendo! e eu morrendo
Vendo-te, e vendo o sol, e vendo o céu, e vendo
Tão belo palpitar nos teus olhos, querida,
A delícia da vida! a delícia da vida!
Olavo Bilac
In extremis
Nunca morrer assim! Nunca morrer num dia
Assim! de um sol assim!
Tu, desgrenhada e fria,
Fria! postos nos teus os meus dedos gelados...
E um dia assim! de um sol assim! E assim a esfera
Toda azul, no esplendor do fim da primavera!
Asas, tontas de luz, cortando o firmamento!
Ninhos cantando! Em flor a terra toda! O vento
Despencando os rosais, sacudindo o arvoredo...
E aqui dentro, o silêncio...E este espanto! e este medo!
Nós dois...e, entre nós dois, implacável e forte,
A arredar-me de ti, cada vez mais, a morte...
Eu, com o frio a crescer no coração, - tão cheio
De ti, até no horror do derradeiro anseio!
Tu, vendo retorcer-se amarguradamente,
A boca que beijava a tua boca ardente,
A boca que foi tua!
E eu morrendo! e eu morrendo
Vendo-te, e vendo o sol, e vendo o céu, e vendo
Tão belo palpitar nos teus olhos, querida,
A delícia da vida! a delícia da vida!
Olavo Bilac
23 de fev. de 2012
Uai??? Não! é Uau!!!

Preciso dar um tempo nas minhas lembranças da Campanha FHC de 1994 para falar do meu carnaval. Eu sou prolixa, já deu pra notar, pulo de um assunto a outro sem nem respirar, mas como já falei aqui,quando voltei de Brasília, sou perdida e desvairadamente apaixonada pela obra do Niemeyer e queria muito conhecer o Complexo da Pampulha. Nesse ano que passou, no embalo das Minas Gerais,ouvi e li muita coisa sobre Inhotim
www.inhotim.org.br e, de tanta vontade e de tanto falar,ganhei de Natal da minha querida Isabel uma viagem para lá. Fomos nós três para a casa do nosso – na verdade do Luis Augusto, sobrinho Eduardo e Laila. Que delícia inenarrável, uma casa divina num lugar encantado e uma família esplêndida. Junto com a Bia e Leo, sobrinhos netos de quem já estou morta de saudade,eles foram os melhores companheiros e anfitriões que já pude ter. A cidade de Belo Horizonte nunca me seduziu, apesar das ótimas lembranças que o tio Helio Surerus me proporcionou - ainda vejo um pôster enorme de uma mineradora, acho que a Manesman, onde ele trabalhou. Mas eu estava redondamente enganada, longe de ser sem graça, a cidade é linda de capotar, as ruas enormes e super arborizadas tem uma arquitetura bacanérrima, aquela praga neoclássica que infestou São Paulo, não passou por lá. Esses mineiros trabalham em silencio mesmo, tem uma cidade deslumbrante e não contam pra ninguém. Difícil vai ser esconderem Inhotim por muito tempo. Sem sombra de dúvida é o lugar mais lindo que já vi. Começando pelo piso, nunca vi pedras tão lindamente cortadas e assentadas, são de um tamanho gigantesco. O jardim, nem Monet poderia sonhar igual. Não entendo como um país como o nosso, tão rico e tão belo, pode prescindir da exuberância tropical que Burle Marx tão bem traduziu para fazer cópias mal feitas de jardins europeus. Fico aqui pensando na sorte que foi o encontro desse grande arquiteto e paisagista com o industrial, minerador e acima de tudo sonhador, Bernardo da Paz para realizar esta obra que é o maior museu a céu aberto do mundo.As obras de arte, e as instalações, confesso, não me emocionaram. Não quero ser impermeável, mas eu que amo arte moderna, ainda não assimilei a contemporânea, tenham paciência comigo, afinal, dizem que eu sou velha. Mas, a arquitetura! ai a arquitetura! Como é bela, como é grandiosa e como é simples ao mesmo tempo. Que privilégio ter a companhia da minha filha arquiteta para me mostrar detalhes que sozinha eu não saberia ver. Preciso voltar lá urgentemente, preciso saber se foi verdade toda aquela beleza ou se foi um sonho do qual não acordei ainda.
11 de fev. de 2012
Levante as Mãos
Enquanto
na Rua dos Ingleses, escritório político do então Ministro Fernando Henrique,um
grupo de intelectuais e amigos se reunia sob o comando de Ruth Cardoso e Miguel
Reali Jr, Gilda Portugal Gouvea, já na
ativa, procurava uma casa para o comitê.
Procura que procura, acabou batendo o martelo numa casa muito boa numa rua
desconhecida chamada Carpina. Tinha a desvantagem de ser num lugar elitista -
começava numa pracinha na Av. Lineu de Paula Machado, rua do Jockey Club de São
Paulo e longe de grandes corredores e do metrô. A vantagem:- era enorme, bem
conservada e, melhor de tudo, de graça. No dia que tomamos posse, lá estava eu,
“convocada” pela Maria Helena Gregori para arregaçar as mangas. Foi nesse dia que conheci meus fiéis escudeiros, Manuel
Novais e Wolmir Mattos. Nós três nos especializamos em campanha: Mané com
um rolinho de tinta dando um tapa na sala que seria do Miguel, e Wolmir, ''faz
tudo"rabugento e mal-humorado, fazia de tudo mesmo, até subir no telhado comigo
para pregar uma faixa. Em seguida, começaram a chegar na casa os antigos e fiéis
amigos da Gilda, o Go, Guilheme Magalhães,a saudosa Leide Câmera, Mimi Soffer, Carlos
Novaes, pai do Mané,os antigos e fiéis
da equipe do candidato, Barrica e a Quim, Maria Quinteiro e Eduardo Graziano,
irmão do Xico. Basicamente fomos os primeiros a chegar, devo estar esquecendo
muita gente, em três dias já éramos um batalhão. A casa, apesar de bem
conservada, estava fechada há muito tempo e era um verdadeiro ninho de
pernilongos. Nesse primeiro dia, a infernal nuvem desses irritantes insetos era
tão grande que mal conseguimos nos reunir em volta de uma mesa de jantar deixada
pelo dono da casa que nos serviu para reuniões e mais tarde como mesa de
trabalho para envelopar correspondência, receber pessoas e inscrições. Dedetização
feita, a limpeza contratada, a fiação para telefones ampliada e revisada, e, uma novidade -computadores-, era
hora de mobiliar a casa. Mesas,estantes, escrivaninhas e cadeiras
providenciadas, fomos enfeitar a casa, Maria Helena Gregori trouxe sofás,
quadros, gravuras e a linda mesa de sala
de jantar da recém desmanchada casa da mãe dela, minha querida tia Suzana
Fonseca. A biblioteca com sua bonita boiserie, ficou chiquérrima, seria a sala
do candidato, mas acabou sendo ocupada pela gente mesmo, especialmente Gilda e
Maria Helena com suas famosas listas. No dia da inauguração da casa que nós
brincávamos chamando de ‘’Casa de Programa’’, levei até tapete persa da minha
casa para receber Fernando Henrique. Me lembro de ficar fazendo sala para o ex-prefeito
Figueiredo Ferraz que morreria na mesma semana. A inauguração, apesar de florida e enfeitada, não
foi um dia de festa, foi de trabalho mesmo. Naquele dia conheci o meu querido
Neco Sobral e o Andrea Calabi, com quem trabalhei na campanha da reeleição em
1998. As pessoas chegavam, preenchiam uma ficha com seus dados escolhendo de qual grupo de trabalho queriam fazer parte.
Houve uma breve fala, e, mãos à obra, os grupos começaram a funcionar naquela
mesma noite. Eram vários, não sei se vou me lembrar de todos, o
Desenvolvimento era coordenado pelo Calabi e se subdividia em vários grupos
menores, Energia, do Pedro Jens e Silvio Aleixo, Transportes com o Thomaz
Aquino, Agricultura com Guilherme Souza
Dias, Comércio Exterior, Ciência e Tecnologia entre outros.O grupo da Educação era coordenado pela Eunice Durhan e nele
foram incansáveis a Maria Helena Castro e a Yara Prado. Lourdes Sola comandava Parceria
Estado Comunidade com diversas subdivisões como Negros, Mulheres, Cultura, Pobreza e Fome, Crianças e Adolescentes, 3ª
Idade e outras mais. A Reforma de Estado
com Previdência Social, Privatização, Reforma Fiscal era
comandada pela Maria Hermínia Tavares de Almeida. Saúde, não me lembro quem coordenava, eram
tantos medalhões que fica difícil nominar, pra não cometer injustiça, não falo
de ninguém.
Aliás,
foram tantos medalhões, tantos artistas e tantos intelectuais, os maiores que pude
sonhar conhecer, que de tão comovida preciso me beliscar pra ter certeza de que era eu mesma.
As lembranças estão voltando tão fortes que acho que vocês já cansaram.
Pra
descansar deixo o link do primeiro programa de TV e a música “Levanta a Mão”.
Amanhã eu conto mais.
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