25 de jul. de 2011

O que eu quero eu faço, o que não quero, mando.


"O que eu quero eu faço, o que não quero,  mando". Cresci escutando minha mãe dizer essa frase. Tanto ela falou que, claro, eu fazia, e, passei minha vida quase toda fazendo não o que eu queria, mas o que se esperava que eu fizesse. Não foi tão ruim assim, preciso confessar.  Que minha mãe não me leia, mas cresci uma moça prendada, boa dona de casa e, por mais que pareça estranho, grande educadora. Nunca falei, (acho), essa frase para os meus filhos,se falei, foi numa das inúmeras vezes que fiquei fora de mim. Com tudo isso eles cresceram bem normais e por incrível que pareça, me acham sensata nos conselhos que dou. Só nos conselhos, fique bem claro. Eu comecei a escrever para falar uma coisa e acabei mudando para os traumas de infância. Antes que eu esqueça de novo, vou contar que hoje quis escrever para contar um segredo que eu  usava quando não queria fazer uma coisa - “meu marido não quer,ou, meu marido não gosta”. Grossa mentira, a gente fala isso quando não quer fazer e nem dar explicações ou inventar mentiras. Todo mundo sabe isso, mas finge que não sabe, são as mentirinhas sociais. Agora, nessa idade avançada que me atinge e que me colocou de cama há mais de um mês, com aquela dor que eu imaginava ser uma hérnia de disco e que evoluiu para ser também uma fibromialgia, passei a ver TV enlouquecidamente já que fico deitada a maior parte do tempo. Eu já tinha uma mega TV de 50 e nem sei quantas polegadas com uma imagem incrível, mas eu precisava mais, e, há uns 10 dias passei a assinar o HD. Evidentemente, tantos botões e recursos me atrapalham e enervam mais do que o normal. Em vez de ler um manual, chamei o técnico que acertou todos os botões e ao tentar me explicar como agir no próximo defeito, ouvia minha nova e predileta frase: “eu sou velha, moço! velho tem dificuldade para entender essas tecnologias”.  Pensem comigo- não é uma ótima desculpa? Nunca mais vou ler nenhum manual de instruções, tou muito velha pra isso.
beijos
P.S. Tenho lido bastante também, acabei de acabar ler " O Primo Basílio".

19 de jun. de 2011

Paladar tem memória? tem sim senhor!!


A gente reclama, reclama,da cidade de São Paulo, mas temos que dar o braço a torcer, ela é fascinante. Terrível e sufocante, com os trilhões de habitantes que fazem do trânsito um inferno, ela tem um lado interiorano que é uma delícia. O meu bairro, um dos mais movimentados da cidade, ainda tem alguns lugares que me fazem sentir numa cidade do interior. Um deles é uma lanchonete que existe no mesmo lugar e com a mesma decoração, desde 1956. Lugar obrigatório para todos os boêmios e amantes da melhor cozinha do mundo, o Frevo, na Rua Oscar Freire, http://www.frevinho.com.br/, é um símbolo de lugar humanizado da cidade. Impossível entrar lá a qualquer hora do dia ou da noite e não encontrar algum conhecido. Falar do Beirute, do fantástico Rabo de Peixe e do Capricho de chocolate com marshmellow e a famosa farofinha, uau! Não vou nem falar, leiam no http://leo.coutinho.blog.uol.com.br que conta  deliciosos "causos" e descreve o cardápio de um jeito que deixa todo mundo babando de vontade de ir correndo até lá. E não adianta pedir em casa, eles até entregam, mas que graça tem? Imaginem que esse lugar mágico, quintal de todo o bairro e, também dos que por aqui passaram nos áureos tempos da Rua Augusta, agora estão morrendo de medo de perder esse lugar. O prédio foi vendido e não se sabe o que o novo dono vai fazer do lugar. Antecipando uma tragédia inenarrável caso este lugar seja fechado, o Leo Coutinho, menino querido, escritor de primeira, bom vivant como os de antigamente e dono do maior relacionamento que já conheci, armou nas redes sociais e depois na imprensa, um movimento de resistência e pedido de manutenção do lugar que foi chamado de Beirutaço. Foi ontem à tarde, um sábado ensolarado e quente como a cidade não via há quase um mês. Um amontoado de gente se espremia até na calçada. Os que passavam de carro pela rua, solidários, pediam para também assinar o manifesto que o Leo, com toda sua verve brincou, tinha assinaturas suficientes até para se formar um partido político. Espero que o novo dono  tenha a sensibilidade de manter o charmoso lugar e que meus netos e os filhos deles possam ter nas suas memórias, afetiva e  do paladar, as mesmas recordações que eu tenho de lá.

beijos

25 de mai. de 2011

O mundo mágico do centro da cidade

Hoje  eu tive um dia dos mais gostosos. Fui até a cidade com a Luisa para ver uma exposição que considero imperdível, ''O mundo mágico de Escher". E, ponha mágico nesse título,é, além de tudo, instigante. Adoro esse artista que usa a perspectiva para enganar o olhar,  a gente nunca sabe onde começa ou acaba.
Está no CCBB Centro Cultural Banco do Brasil, alí na Rua Alvares Penteado, pertinho da minha querida Subprefeitura da Sé que tanta saudade me traz. Por sorte maior ainda, encontrei a Ciça e Teresa fumando seu cigarrinho na calçada. Foi  só um oi rapidinho  porque a Luisa fica me apressando, semana que vem vou  lá matar a saudade  de todo mundo. Saindo da exposiçao, como eu já estava no centro, nao podia deixar de dar uma passsadinha   naquela rua que eu amo, mas que causa calafrios na maioria das pessoas- a 25 de março.  Para minha decepção, a rua está totalmente transitável e civilizada. O prefeito finalmente conseguiu por ordem naquela muvuca para a alegria dos comerciantes e da população que agora tem calçadas para andar. Eu acho isso certo, mas que a rua perdeu o seu charme, óh se perdeu. Eu adorava aquela bagunça infernal, os camelôs com seus refrões engraçadíssimos e os apitos ensurdecedores, achava a coisa mais divertida sair de lá e cair no Jockey Club, esquina da Ladeira Porto Geral com  a Líbero Badaró,nos sisudos calçadões da rua XV de Novembro, topar  com os engravatados da Bolsa de Valores da rua 3 de Dezembro, com os ilustres causídicos que frequentam a AASP na mesma rua Alvares Penteado e, que saudade imensa- o Vale do Anhangabaú. Acabei de decidir- amanhã vou voltar lá. Estou, faz um tempão, combinando com a  Isabel uma  ida à biblioteca Mario de Andrade, que está novinha em folha depois de ser reformada pelo  escritório de arquitetura onde ela trabalhou muitos anos, o Piratininga e Associados. Depois eu conto como ficou.
beijos

22 de mai. de 2011

Há que se comemorar!

Outro dia casou o filho de uma amiga. Menino querido, que conheço e amo desde sempre, convidou apenas algumas tias que faziam parte da sua história. Por sorte eu era uma delas e pude assistir um casamento lindo. Cheguei cedo, adoro ver a noiva entrar, e, na porta da igreja, encontro a irmã do noivo, mãe das gêmeas mais lindinhas e queridas do mundo, que, com dois anos e pouco, vestidas de dama de honra, estavam se achando, como eram mesmo, muito importantes. No colo do pai, uma delas, ao ver um de seus pares (me recuso a chamar de “daminho” e acho garçon d’honneur um pouco esnobe)-um menininho pequenininho, que devia ter no máximo dois anos, vestido de fraque e gravata, ela, assustada pergunta para o pai: é um bebê homem que nem esse "hominho" que a mamãe tem na barriga? Que delícia!!! Que vontade de saber contar essa história com a graça e charme com que a Patti Netto, prima-sobrinha, conta no seu delicioso http://www.limpinhoecheiroso.blogspot.com/,  as graças do Victor, seu filho,e agora também, dos filhos de suas amigas. Não fosse eu muito metida e estar muito sem assunto, mas com muita vontade de escrever, deveria ter ligado e contado, para que, ela sim escrevesse. Fui procurar uma foto para por aqui e nao achei, achei a do aniversário de 100 anos da dona Lourdes, mãe da tia Amália que fez um chá  para as amigas mais próximas e eu, muito encherida, fui convidada também. Que exemplo de família tem a dona Lourdes. Belíssima, chiquérrima, sempre com o cabelo e as unhas impecávelmente arrumadas, com um salto alto que eu já aposentei há uns cinco anos. Se eu tiver sorte, espero poder chegar aos 70 como ela. E, se puder deixar uma descendência linda e correta como a dela, já não quero mais nada.
beijos
P.S.: Acabo de lembrar que é pajem que se chama o par da dama de honra. Péssima a mania que eu tenho de postar antes de corrigir.

10 de mai. de 2011

Feito pelas mãos de iaiá


No dia em que meu blog foi ao ar avisei  por e-mail meus amigos mais próximos. Foi uma coisa mágica,   em algumas horas, várias pessoas que eu não conhecia,me escreveram. De onde vieram? Como me acharam? É uma sensação deliciosa abrir o blog e ver comentários, principalmente quando elogiam, hehehe. Eu não apago as críticas. É praxe e  a maioria dos blogueiros monitora os comentários e não publica ofensas. Não faço isso por dois motivos. Um deles é pela surpresa deliciosa de descobrir novos comentários e também por achar que, quando resolvi me expor  aqui,estava sujeita a isso,  e também  porquê, só  tenho alguns, poucos, graças a Deus, inimigos. São poucos, mas o suficiente para me deixar assim... assim, meio falling  blue e  fora do ar nesses últimos dias. Não fosse o meu querido amigo virtual desde o primeiro dia de blog, Santana Filho, que me descobriu  graças ao   http://www.doidivana.wordpress/,  da minha querida Ivana, eu não estaria aqui hoje. Ele me cutuca e me instiga a escrever. Por total falta de assunto, mostro uma das minhas últimas descobertas- depois de velha, aprendi a gostar de cozinhar e, acreditem se puder, tudo que está nesta foto foi feita no domingo passado, dia das mães, como dizia a minha querida avó Lourdes, pelas mãos de Iaiá. Que no caso, sou eu.
beijos