29 de mai. de 2010

felicidade é.....

Existem coisas na vida que são "felicidade suprema". Algumas muito óbvias, outras sutis, mas indiscutivelmente são aqueles momentos que dão sabor à vida e fazem dela uma grande festa com muitos momentos ruins e tristes, porque felicidade suprema todos os dias da vida ia ser meio monótono. Deus sabe temperar isso muito bem e na minha vida só posso agradecer por ter confiado. Uma coisa que sempre foi motivo da maior felicidade do mundo a foi apagar a luz antes de dormir sabendo que meus filhos adolescentes já estavam na cama em segurança. Outro, foi apagara luz e saber que eles não estavam na segurança da minha casa porque são queridos, tem muitos amigos e estão numa balada, e não fazia idéia de que horas iriam voltar. Quer dizer, uma idéia eu sempre fiz, porque eles sempre me avisaram se iam chegar tarde ou não. Ái deles se não fizessem isso. Me lembrei disso porque hoje eu tive um desses momentos inesquecíveis na minha vida. Ok, eu confesso! Sou a maior vira lata do mundo!!! Mas, meu marido chega com um copo de um azul lindo e familiar com umas bolinhas de chocolate para eu experimentar. Ai ai, essas bolinhas são Bis numa nova e infinitamente melhor, versão. Não preciso dizer que entrei em estado de alpha, beta, gama e delta onde me encontro até agora ainda sentindo o gosto das 150 gramas que são iguais a 700 calorias que eu devorei em menos de 5 minutos. Socorro! antes que vocês pensem, admito: preciso dar um up urgente nos meus momentos de felicidade suprema. Sei não, mas no momento não há nada que eu queira mais do que um copo de Mini Bis.


Beijos

25 de mai. de 2010

Raquel de Queiroz não pintava os cabelos

Há muitos anos atrás, li uma crônica memorável da Raquel de Queiroz, no Estadão. Era sobre cabelos brancos e pintados. Procurei bastante no Google para reler, mas não consegui achar. Não tem importância, depois eu procuro com calma, mas posso contar aqui que ela dizia que não pintava os cabelos porque um fio de cabelo é único, da raiz até a ponta tem nem sei quantos mil tons. É o que faz de um cabelo sem tintura, ter um brilho único, impossível de ser conseguido nem com a melhor tinta, luzes, mechas ou cremes do mundo. Enquanto minha cara era lisinha, resisti ao máximo, dizia que cabelos brancos eram pra quem tem atitude e, melhor um cabelo branco, do que um cabelo de cor chapada e, que se a Raquel de Queiroz não pintava, eu também não. Muito metida, querendo me comparar, lógico que escutei falarem que ela, - podia! Eu não dava bola e os anos foram passando, fui branqueando e minhas amigas me atazanando. Tanto me amolaram que um dia resolvi, - cortei uma mecha bem grande e levei para a Marlene, que até então, só cortava meu cabelo. Falei que se ela não acertasse a cor, ia apanhar. A danada acertou, ficou bárbaro, sai me achando uma mocinha. Esse primeiro tonalizante durou uns dois meses, dai em diante é que começa o martírio. Nunca mais a cor ficou igual, porque nunca mais o meu cabelo foi da cor original. Tinha sempre, por mais desbotado que estivesse, um resto de tinta, e, cor em cima de cor, nunca é a mesma coisa. Mas, já que comecei, fazer o quê? Melhor continuar. Daí, eu fui trabalhar do outro lado da cidade e parei de ir à Marlene. O cabeleireiro onde ela trabalha fecha às seis horas, impossível pra quem vem de longe e morre de preguiça da muvuca do sábado. Tentei outros lugares, alguns muito caros e, querem saber? Mesma coisa. Hoje de manhã, conversando com uma amiga, decidi. Vou lá mesmo. Se não ficar bom, não tem importância, eu não saio de casa, e, se for para a minha satisfação pessoal, tanto faz, eu não enxergo mesmo. Fui, ela é uma fera. Tingiu, fez as luzes só na raiz, bem em cima das antigas. Fiquei com um cabelo artificial como não poderia deixar de ser, mas não chapado. Resumo da ópera, saí de lá super satisfeita, tanto que vou tirar uma fotografia nova para o perfil do meu blog. Essa é muito antiga, do tempo das primeiras tintas.

Beijos

24 de mai. de 2010

Transcrevendo "Amigos e quitutes"

Ontem à noite quando me sentei para escrever alguma coisa, fui surpreendida por dois comentários maldosos. Aliás, não me surpreendi muito, eu já esperava por isso. Ao habilitar meu blog tirei a cláusula que deixava os comentários sob minha aprovação. Acho que quem se expõe fica sujeito a tudo, e eu, que sou segundo a Carminha over, e, exagerada pelo Paulinho, não passaria batido por isso. Em todos os blogs que leio, feito por meninas maravilhosas, sempre leio uma maldadezinha aqui ou ali. O engraçado é que esses comentários, sempre anônimos, vão para o lado mais vulgar, mais fácil, mais infantilóide- você é feia, gorda, tem cabelo ruim e por aí vai. Até a linda Vic Ceridonio http://www.diadebeute.com/que tem um blog delicioso, já foi atacada nesse nível: você é feia e tem cabelo ruim. Ela respondeu num texto impecável e sensível que eu assinaria embaixo, não fossem as agressões feitas a mim verdadeiras. Quer dizer, mais ou menos, não estiquei minha cara com plásticas (está esticada pelas banhas) e agora já passei da idade pra fazer isso Fui dormir meio chateada por saber de onde partiu a agressão, mas não arrasada, nem ia responder. Acho que quem me lê não merece se envolver em baixarias. Mas hoje, a Dominique, queridíssima e fantástica amiga de uma vida toda, replica o comentário. Também a So, apresentada ao blog pela Bel Gomes, e que já é uma pessoa especial na minha vida, além da Gogó, minha irmã. Fiquei pensando se escreveria ou não sobre o assunto, quando recebo a newsletter da Ivana http://doidivana.wordpress.com/que transcreve na crônica de hoje um artigo publicado na Folha de São Paulo quando ela era colunista da Revista de Domingo. Não pisquei nem pedi licença, transcrevo aqui. Foi um presente que só posso atribuir a uma força maior e uma resposta  que os que me lêem merece:

"Como eu ia dizendo, a delícia da amizade é que ela é gratuita, inexplicável e aleatória. Quantas vezes, na rua, eu bato o olho em alguém e penso: só não somos amigos (ou amigas) porque ainda não marcamos hora e lugar.

Por outro lado, têm aqueles que fazem de tudo pra privar da nossa amizade e a coisa não engrena.
E aqueles que abusam da nossa boa vontade, vivem dando mancada, e mesmo assim não saem da lista dos mais queridos?
Na infância e adolescência, os amigos são tudo na nossa vida. Enfrentamos o mundo para defendê-los. Mas aí começam as paqueras, os namoros e eles vão ficando em segundo plano. Depois vem o casamento e, para evitar complicações, os amigos de um são os amigos do outro. Até que chega a hora da separação e a terrível tarefa de dividir os amigos. Esse é meu. Não, é meu.
Parece que só depois que a vida sossega, temos serenidade para degustar uma boa amizade com o requinte que ela merece.
Uma coisa bacana que eu aprendi bem tarde é ser amiga de mulher. Confesso que tinha sérias restrições a respeito. Mas de uns tempos pra cá, foi me dando uma paixão por certas mulheres incríveis e seus caprichos maravilhosos que eu vi o tempo que eu perdi achando que amizade de mulher era isso, aquilo...
Aliás, quer coisa melhor do que amizade sem sexo? Ela existe, sim senhor. Mas esse néctar não é pra qualquer um. É preciso comer muito feijão pra chegar lá. Antes dos 40, somos altamente inflamáveis, tem muita combustão no ar e isso atrapalha a amizade. É uma hipótese.
Por falar em hipóteses, uma vez eu ouvi uma tão bonita sobre essas tais sintonias inexplicáveis que não canso de repeti-la: Deus, quando fez as pessoas, as fez em fornadas. Os que são da mesma fornada se reconhecem."



20 de mai. de 2010

O que não pode me faltar.

Quando o governo Collor nos confiscou a poupança, todo mundo entrou em pane. Acho que só eu que não, nem liguei. Primeiro porque era ( ?) totalmente alienada, nunca tive a mais pálida idéia do quanto meu marido ganhava nem o quanto gastávamos, só sei que sempre foi o mínimo possível, afinal, somos dois pão duros. O segundo, foi por causa do clube. Eu dizia em março de 1990 e, repito hoje: podem me tirar tudo na vida, menos o meu clube. Eu que passei minha vida adulta quase que toda lá, batendo ponto todas as manhãs com as crianças, desde que comecei a trabalhar na prefeitura, parei de ir. Ia só à noitinha para a hidroginástica e aos domingos para almoçar. Conheci muita gente nova. Foi bacana, mas eu morria de saudade da luminosidade das manhãs, das minhas amigas, das conhecidas, dos empregados, dos guardas da rua, de tudo. Quando parei de trabalhar, pra não cair numa depressão maior do que já estava, pensei - ainda bem que tenho o clube, é hora de voltar. E voltei por dois maravilhosos dias. Apesar de ser na primeira semana de janeiro e muita gente estar viajando, me fizeram muita festa, foi uma delícia e uma levantada de astral das melhores. Durou esse pouquinho porque me meti que nem louca na academia e, a minha coluna que é uma caca, berrou. Uma das três vértebras estropiadas reclamou, inflamou e me pôs praticamente de cama desde o dia 8 de janeiro. Como eu aceitei um ultimato para voltar, e resolvi que vou sarar na marra, hoje fui para a aula de alongamento. Que festa! que delícia! Nem sei dizer quanta gente eu encontrei, só sei que demorei pra conseguir sair de lá e, quando saí, estava em alpha. Como eu sou sortuda de ter tantos amigos e amar tanto cada um deles do jeito que eu amo. Isso me faz pensar no quanto eu fui abençoada, acho que nunca meus amigos vão saber o quanto eles são amados porque é tão grande o que eu sinto e é tão difícil de explicar. Viram porque que eu não posso ficar sem meu clube? Só sei que agora estou pensando numa coisa - preciso voltar a trabalhar, por vários motivos, um deles é por causa daquela bobagem chamada dinheiro. Quem sabe não arrumo um emprego lá? Poderia fazer várias coisas, mas o que eu mais vou gostar, é de ser porteira na garagem.


beijos

19 de mai. de 2010

Testemunha ocular da história.

Duvido que haja alguém da minha geração que não se lembre do famoso Repórter Esso com o jornalista Kalil Filho e  seu  inesquecível bordão: testemunha ocular da história.Hoje me senti assim. Depois de um   novo  ataque de bicho carpinteiro, ou será carpideiro? Na dúvida, melhor sirucutico. Sem piscar, muito menos pensar, me mandei para o comitê do PSDB para oferecer meus préstimos. Depois fico brava quando me chamam de louca, hehe. Foi muito bom encontrar tantos amigos que apesar da saudade e bem querer, não tenho mais visto. Saí de lá pensando e, de novo, agradecendo a Deus pela minha sorte. Sorte de ter visto de perto e talvez até participado dos grandes acontecimentos do século passado, de ter conhecido e convivido com grandes líderes que escreveram a nossa história e principalmente e especialmente, sorte grande de ser muito próxima do querido José Gregori. A biografia dele é conhecida, o que talvez não se saiba é do tamanho do meu afeto por ele. Tivemos muitas e muitas histórias. Acabo de me lembrar que uma vez, na campanha do parlamentarismo, estávamos em Campinas, ele e o coordenador, que também me honra com a amizade, e,meio desanimados com os rumos que a campanha tomava, andando meio borocochôs por uma rua, ele no meio de nós, nos abraça e fala: "De uma coisa eu tenho certeza, quando a gente morrer, São Pedro vai nos olhar e falar que uma coisa não  faltou a este trio: boa vontade!". Essa eleicao, perdemos, mas veio 1994 com uma vitória tão linda que jamais poderei esquecer. O presidente Fernando Henrique o leva para Brasília, primeiro na comissão de Direitos Humanos, Ministério da Justiça e depois embaixada do Brasil em Portugal. Foram anos de muita proximidade, eu brincava dizendo ser o elo de ligação das lideranças com as bases. Outra qualidade marcante dele  foi nunca perder o pé da realidade. Nunca se fechou em gabinetes, sempre queria saber da gente, os sem poder nenhum,mas que são a base do partido. De volta a São Paulo ele assume a Secretaria Municipal de Direitos Humanos, e, agora  novamente está na campanha. Que bom que eu também. Vou poder ver o meu querido toda hora, tenho sorte ou não tenho?
Essa foto saiu na primeira página do Jornal do Brasil, faz uns 10 anos, levei a maior bronca dele por sair rindo, era um momento muito triste e sério, mas  pensem comigo, aquele batalhão de fotógrafos. Socorro!Fiquei nerbiosa e ri. Como dá pra  perceber, além de sortuda, sou é muito metida.  
Beijos