Depois de uns 3 anos combinando e desmarcando, hoje fui tomar um café na Livraria Cultura com a Mirian, minha amiga há 31 anos.
Nos conhecemos no playground do Parque Trianon, onde ela levava a Bruna e o Paulo que tem a mesma idade dos meus, Andre e Isabel.
Foi uma época inesquecivel nas nossas vidas, éramos muitas mães, poucas babás. As crianças brincavam na areia e nenhuma teve micose. Eles brigavam e nós nunca nos metemos, só apartávamos, uma vez Isabel bateu com uma pázinha de metal na cabeca do Paulo, quase morri de vergonha e aflição, acho que a Mirian não deve ter gostado, mas foi elegantérrima. Nesse tempo tão bom, nós tivemos também a alegria e o privilégio de conviver com o Vovô Alberto, que morando na Avenida Paulista esquina com Consolação, ia lá todos os dias e, ao invés de ficar sentado num banco tomando sol, ficava fofocando conosco e tomava mais conta dos nossos filhos do que a gente. Fizemos duas festas de aniversário para ele,a de 90 anos no prédio da Mirian e a outra, um piquenique no parque. Quando seu Alberto morreu fizemos a missa de 7º dia no Colégio Sao Luiz. Fomos com maridos e todas as crianças que, passados mais de 25 anos, ainda se encontram e se gostam. A maioria delas estudou no Dante. Quando a Luisa nasceu em 1982, os maiores já crescidos começaram a ir à escola e o parque acabou.Nunca mais houve outro grupo igual àquele. Ainda bem que ate hoje, mesmo não nos vendo a toda hora, quando nos encontramos, retomamos o papo no mesmo ponto. Parece que o tempo nao passou, até porque a Mirian continua igualzinha, linda, chic e jovem.
29 de mar. de 2010
27 de mar. de 2010
Chegando em Orlandôu.
Chegar em Orlando depois de 18 anos,em princípio me apavorou. Naquela época a cidade já era um emaranhado de auto-estradas onde, é lógico, vivíamos nos perdendo. Dessa vez passei horas estudando o Google Maps, imprimi o roteiro do aeroporto ao hotel com duas cópias bem grandes, uma para cada um de nós, já pensando na hipótese de perder uma delas. Mal sabia a jacuzona aqui, que hoje existe um aparelhinho fantástico chamado GPS que o cara que nos alugou o carro já prevendo o desastre do casal, programou para português e já marcou o endereço do hotel. Difícil foi só conseguir sair do estacionamento....aiai. Depois disso, foi bico, uma "purtuguesa com certeza" ia nos orientando, único problema era confusão que ela fazia entre milhas e metros. Mas logo nós aprendemos que quando ela falava: Eu digo, vire a esquerda daqui 3 milhas, era pra virar em seguida,o melhor então, era andar na pista do meio. E Orlando, como eu imaginava, cresceu de uma maneira assustadora, não com ruas, igreja, praça, hospital, prefeitura, cadeia, essas coisas que toda cidade do interior tem. Lá, o que cresceu foi o número de auto estradas e hotéis. a International Drive que conheci tinha uns 4 ou 5 hotéis, hoje tem quilômetros e quilômetros fora os fast food, lojas de conveniência e, como não poderia deixar de ser, milhares de novos parques e brinquedos. A impressão que se tem desse pedaço de Orlando é que lá só existe lazer,divertimento e turistas. Imaginem que a cidade recebe 46 milhões deles por ano. Credo!
Acho que lá é o único lugar do mundo onde eu não me irrito com filas e aglomerações.
Acho que lá é o único lugar do mundo onde eu não me irrito com filas e aglomerações.
26 de mar. de 2010
Voltar pra casa também é muito bom
Hoje a Isabel, minha filha arquiteta me levou na inauguração e abertura ao público da restaurada Casa Modernista da rua Itápolis, obra de Gregori Warchavchik. Fiquei mais fã ainda desse grande arquiteto, quando há uns dois anos atrás a diretoria do clube Paulistano resolveu reformar a piscina que, assim como a sede social, infelizmente já descaracterizada, é obra dele. Entrei numa briga boa pelo Orkut para a preservação do projeto original com a deliciosa profundidade de mais de 4 metros. Para poder discutir, pesquisei bastante a sua obra e quanto mais eu lia, mais o admirava. A briga foi quase ganha, um dia ainda conto aqui, mas agora, melhor voltar ao assunto antes que eu esqueça sobre o que estava escrevendo. Eu acho a suprema delícia das delícias ser convidada por uma filha para um programa, ainda mais quando é num lugar bacanérrimo com um monte de gente conhecida, querida além de super mega talentosos. Foi muito bom encontrar todos os amigos da Isabel que já conheço, admiro e gosto.
Pensando bem, acho que o melhor de tudo foi ver o quanto ela é querida e respeitada.
Pensando bem, acho que o melhor de tudo foi ver o quanto ela é querida e respeitada.
25 de mar. de 2010
Voltando pra casa
Eu não gosto de ditados nem de frases feitas, quando dizem que o melhor da festa é esperar por ela, acho que é porque a festa deve ter sido uma porcaria .Quando viajamos, dizem que o melhor é voltar pra casa. Será? Eu acho que quando a viagem é uma delícia como esta para Orlando, o melhor é não voltar tão cedo. Fomos, eu e Luís Augusto, encontrar a Luísa que lá estava a trabalho para a Folha de São Paulo, há uma semana. Eu cansei de sugerir à ela que falasse com seu chefe propondo uma matéria sobre a Disneyworld para a 3ª idade que eu faria por uma módica ajuda financeira. Ela, muito boba, não aceitou minha proposta. Se fosse no tempo do seu Frias, eu mesmo daria um jeito de falar com ele, que, como não era bobo nem nada, acharia uma grande idéia.
Viajar para uma cidade que é um grande parque de diversões exige fôlego que ainda tenho para umas 10 horas, depois disso, banho e cama. Meu inglês continua péssimo, minha coordenação motora, cada dia mais confusa e se não fosse essa querida, competente e deliciosa jornalista que mesmo nos dias que eram das suas férias, continuava atrás da notícia, a me cuidar, sei não, acho que não seria a mesma coisa. Ela que sempre foi super independente, determinada e expedita, na nossa primeira viagem ao parque, foi amarrada em mim, para escândalo de muitos, em uma coleira de cachorro. Hoje isso virou moda, muitas e muitas mães fazem isso, é o melhor jeito de não perdermos nossos pequenos naquela multidão. Só agora me lembrei disso, se tivesse comentado antes, aposto que ela não teria dúvidas em, dessa vez, me amarrar nela. Outra história que me lembrei agora, foi da nossa segunda viagem para lá, quando recém alfabetizada, já mostrando a autonomia que rege a sua vida, no meio da confusão da esteira rolante na chegada ao aeroporto, some. Quando finalmente a achamos, eu histérica, descubro que ela foi ao banheiro sozinha, pergunto já gritando - como foi ao banheiro? como você vai sozinha ao banheiro? que banheiro? que banheiro? E ela num jeito meio esquisito responde que no banheiro de homens. À beira de um ataque de nervos eu grito com ela, mas Luísa!!! Como é que você vai ao banheiro de homens? Ela me responde com uma arzinho de superioridade – Uai, tinha uma plaquinha com um desenho de mulher onde estava escrito Uómem (Women).
Esta é a minha filha caçula, poliglota desde os 7 anos
Viajar para uma cidade que é um grande parque de diversões exige fôlego que ainda tenho para umas 10 horas, depois disso, banho e cama. Meu inglês continua péssimo, minha coordenação motora, cada dia mais confusa e se não fosse essa querida, competente e deliciosa jornalista que mesmo nos dias que eram das suas férias, continuava atrás da notícia, a me cuidar, sei não, acho que não seria a mesma coisa. Ela que sempre foi super independente, determinada e expedita, na nossa primeira viagem ao parque, foi amarrada em mim, para escândalo de muitos, em uma coleira de cachorro. Hoje isso virou moda, muitas e muitas mães fazem isso, é o melhor jeito de não perdermos nossos pequenos naquela multidão. Só agora me lembrei disso, se tivesse comentado antes, aposto que ela não teria dúvidas em, dessa vez, me amarrar nela. Outra história que me lembrei agora, foi da nossa segunda viagem para lá, quando recém alfabetizada, já mostrando a autonomia que rege a sua vida, no meio da confusão da esteira rolante na chegada ao aeroporto, some. Quando finalmente a achamos, eu histérica, descubro que ela foi ao banheiro sozinha, pergunto já gritando - como foi ao banheiro? como você vai sozinha ao banheiro? que banheiro? que banheiro? E ela num jeito meio esquisito responde que no banheiro de homens. À beira de um ataque de nervos eu grito com ela, mas Luísa!!! Como é que você vai ao banheiro de homens? Ela me responde com uma arzinho de superioridade – Uai, tinha uma plaquinha com um desenho de mulher onde estava escrito Uómem (Women).
Esta é a minha filha caçula, poliglota desde os 7 anos
10 de mar. de 2010
Malas prontas
Diz um ditado, como todos, infame, que quando a gente envelhece o tempo passa muito rápido mas os dias são longos. Infelizmente vou concordar - hoje ainda é quarta feira, eu viajo para Orlando no sábado, minha mala já está pronta desde domingo, a Luísa,minha filha, foi na frente, a trabalho, e como vamos nos encontrar e ficar juntas, fizemos uma mala com muita coisa em comum. Faltam só os remédios, que são montes e vão na mão.
Não vejo a hora de chegar, quando fui com meus filhos pequenos para lá, achei que seria a última vez.
Hoje nada para mim é definitivo, daqui a dois anos quero ir de novo, passar lá o meu aniversário de 60 anos.
Eu e a Hebe Camargo.
xoxo
Não vejo a hora de chegar, quando fui com meus filhos pequenos para lá, achei que seria a última vez.
Hoje nada para mim é definitivo, daqui a dois anos quero ir de novo, passar lá o meu aniversário de 60 anos.
Eu e a Hebe Camargo.
xoxo
Assinar:
Postagens (Atom)