7 de abr. de 2010

Muita honra para uma pobre marquesa

No dia que fui apresentada ao Cesar Giobbi, no comecinho da década de 90, disse a ele que a sua coluna era o meu PROCON. A página Persona no Estadão, era a primeira leitura de muitos figurões e intelectuais que conheço. Não foi como muitos pensam, uma coluna de variedades e vaidades, acho que foi ele quem modificou o colunismo social antigo introduzindo assuntos políticos, de meio ambiente e, especialmente, - daí a minha grande admiração a ele, de responsabilidade social e de defesa da cidade denunciando maus tratos e mau uso do dinheiro público, sempre tomando posições muito claras e corajosas. Agora, quando a minha indignação está chegando a níveis perigosos e babantes de loucura, com a falta de hombridade e vergonha na cara do PSDB e aliados que se calam diante da injustiça que foi pregada no governo de Fernando Henrique, alguns até o escondendo para ganhar votos, se esquecendo que o mundo é redondinho e que nessa altura das nossas vidas o que a gente mais quer é justiça no juízo final e na história, e isso, aposto meus 10 dedos, será feita, com ou sem defesa. Mas, pensando no presente, a única voz que eu saiba que se levantou em defesa do meu presidente Fernando Henrique, foi o Cesar, numa corajosa nota na sua coluna www.cesargiobbi.com.br/notas/ VIVA FHC no dia 4. Não comentei isso antes porque achei que é assunto pra gente grande e eu,parodiando o meu presidente que se disse um pobre marques no artigo de domingo passado no Estadão, não pude deixar de lembrar da minha querida tia avó Tita que brincava dizendo “quanta honra para uma pobre marquesa”. Como eu sou pobre e não sou marquesa, e sou metida e tenho fama de louca, ouso aqui falar de dois grandes homens que admiro.
xoxo

6 de abr. de 2010

Polyvore, meu melhor vício

Essa figura é do vício que me consome horas por dia chamado www.polyvore.com. Não sei explicar direito o que é, mas me falaram que é um editor de imagem. É um site basicamente de moda, que eu adoro quase tanto quanto gosto de decoração, nele a encontramos absolutamente tudo, roupas, bolsas, perfumes, antiguidades, móveis, etc. A gente pega uma página em branco e vai arrastando as imagens e formando "sets". Esse aí em cima não é o meu melhor, mas é o que mais gosto, primeiro porque sou absolutamente apaixonada pela mademoiselle Chanel e foi um dos primeiros, demorei muito para fazer. Com uma fotografia do apartamento dela no Ritz, tentei copiar com as imagens disponíveis no site que na época não eram muitas e também eu não sabia procurar. Como cada set só aceita 50 imagens que são todas do mesmo tamanho, procurar a proporção e a distância é um quebra cabeça divino. Entrem lá, aposto que vão adorar, o site também é de relacionamento.xoxo

4 de abr. de 2010

Pra que que bobo quer dinheiro?

Hoje a tarde, almoçando na casa da minha irmã, meu assunto, como não poderia deixar de ser, era sobre a minha última, e espero, definitiva obsessão: meu blog.
Ao dizer que ainda iria ganhar dinheiro com ele, fui obrigada a ouvir do Cecelo: então acho melhor você arrumar um emprego. É mole? Mas deixa estar Celo, vc ainda vai ver. Dinheiro não vou ganhar, afinal, cresci ouvindo minha mãe repetir uma frase que meu avô dizia: - pra que que bobo quer dinheiro? Eu eu como uma boa boba, não quero, quero mais é me divertir. O que este blog pode me dar de melhor é a delícia de receber um telefonema depois de sei lá quantos milhões de anos, da Dominique e do Binho,e, com eles, ficar horas no telefone. Acabei de desligar e estou aqui me lembrando de quando a gente era muito jovem, ainda não existia a Dô na vida dele que diga-se, devia ser um tédio total. Ele estudava direito e era fã como até hoje ,da Elis Regina. Quando ela morreu eu estava na fazenda e passei o dia todo pensando nele. De amigo do meu irmão Juca, ele ficou meu também, e eu, fã confessa do Cauby Peixoto discutia com ele qual das duas vozes era a mais cristalina. Claro que é uma discussão de quem não tem o que fazer porque são dois artistas tão superlativos que não admitem comparações. O que eu me lembro bem é que uma vez arrastei o Binho para um show na Serra da Cantareira. Depois ele virou um grande advogado, apareceu a Dominique na vida dele e aí sim tudo ficou melhor, ela é a pessoa mais alto astral , inteligente e divertida que eu conheço e agora com nossa reaproximação, nos aguentem Binho e Luis Augusto.
beijos

2 de abr. de 2010

Da Galiléia a Holywood

Hoje a tarde assisti na TV um daqueles filmes adoráveis sobre a vida de Jesus,o "Rei dos Reis", uma mega superprodução holywoodiana de 1961.
Eu adoro História, mas durante a minha vida inteira tive a sensação de que na Antiguidade as pessoas eram cheirosíssimas, os cabelos impecáveis e brilhantes, a maquiagem primorosa. As casas pobres muito limpas e bem montadas, os palácios, Ah! os palácios!, nem Versailles chegava no chulé. Como é que foi possível na Idade Média as cidades virarem aquele chiqueiro, com as fossas correndo a céu aberto. o povo desdentado e até os reis e rainhas eram fedidos tomando banho só muito de vez em quando? Nenhuma invasão bárbara me convencia que o esplendor da antiguidade pudesse acabar desse jeito. Hoje entendi. Que pena que a humanidade não foi dirigida por Cecil B. de Mille.

1 de abr. de 2010

Aquela mosquinha

Esses dois últimos dias foram tipo "grandes emoções e pensamentos imperfeitos". Eu andava tão longe daquele vírus inoculado em mim quando, ainda muito criança, me emocionei ao conhecer o então governador Adhemar de Barros que foi almoçar na nossa fazenda em Mogi Mirim. Tá certo que essa doença na minha família é atávica. Minha bisavó foi fundadora do partido Liberal e suas filhas, minhas queridas tias avós, guerreiras a vida toda, muitas vezes em campos opostos,especialmente depois do golpe de 64.
Meu avô era do PRP (partido republicano paulista), ai ai, inimigos figadais. Cresci no meio de brigas e discussões entre udenistas e integralistas e mais tarde entre ARENA versus MDB. Lembro como se tivessem acontecido ontem, de fatos e eleições tão históricos e remotos.
Acompanhei de perto todas as eleições que tivemos, antes e especialmente, aí já militando, depois do golpe militar. Fui filiada ao PMDB e em 1990 mudei para o PSDB-que era um partido pequenininho, apesar dos grandes e maiores líderes que o Brasil teve na segunda metade do século terem sido seus fundadores e conviverem conosco fraternamente. O partido era tão pequeno que, imaginem só, tínhamos em São Paulo, apenas 5 vereadores, Arnaldo Madeira, Marcos Mendonça, Paulo Kobayashi, Walter Feldman e Eder Jofre.
Os militantes eram tão poucos que nos conhecíamos pelo nome e nos encontrávamos com muita freqüência. Em 1994 o PSDB ganhou a presidência da república com Fernando Henrique e o governo de São Paulo com Mario Covas. Muitos amigos se tornaram ministros, presidentes de empresas públicas, autarquias, tribunais, enfim: viramos gente importante.
Os meninos da Juventude que eu chamo até hoje de "meus canalhas", agora são vereadores, subprefeitos, vivem saindo nos jornais, e já não são mais tão jovens,o que evidentemente, é pior para mim.
No ano passado me deu um bode tão grande de pensar em política, que nem os jornais eu lia, estava completamente apática na base do "tanto se me dá". Acho que isso começou a acabar ontem, fui ao palácio para a transmissão de cargo do governador Serra. Encontrei tantos e tantos amigos queridos, amigos de uma vida quase inteira, todos emocionados não só com o belo discurso, mas também pela perspectiva de novamente sermos agentes de mudança. Estou de novo na luta mas não vou falar disso aqui, meu blog é lugar de recreio.
Beijos